Alpes Literários

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UM PASSEIO PELOS ALPES LITERÁRIOS

domingo, 20 de novembro de 2022

Omar Khayyám - 10. Se eu governasse o mundo

Quem jamais sonhou em, nalgum dia, exercer o papel de Criador e remodelar o mundo de acordo com os seus mais recônditos desejos? No presente caso, Khayyám revela-nos os seus mais nobres propósitos, pois que as diretrizes que adotaria para consertar a realidade seriam as de que todos estivessem sujeitos a cultivar os “ideais do Amor”.

 

Sem amplos poderes para tanto, o ser humano há de empreender dinâmicas capazes de erradicar o mal em suas próprias ações, à procura de transportar o céu à terra, contornando, desse modo, os dramas paradoxais em que envolvido: se não a perfeição, pelo menos a sabedoria e a tolerância para lidar com circunstâncias hostis, vivendo uma vida de consciência e de justiça.

 

J.A.R. – H.C.

 

Omar Khayyám

(1048-1131)

 

10. Se eu governasse o mundo

 

Se eu governasse o mundo

com poderes de criador,

eu o destruiria.

 

E criaria,

para substituí-lo,

um paraíso,

trabalhado com carinho,

no qual não houvesse lágrimas,

ódio,

guerras.

E onde não imperasse a hipocrisia.

 

Eu, com poderes de criador,

e o mundo seria diferente...

 

Nele,

sem fadigas e sem sangue,

todos os homens se uniriam livremente

para cultivar

os ideais do Amor.

 

Contemplação

(Telemaco Signorini: pintor italiano)

 

Referência:

 

KHAYYÁM, Omar. Se eu governasse o mundo. In: __________. Rubáiyát. Versão ao português de Christovam de Camargo baseada na interpretação literal do texto persa feita por Ragy Basile. São Paulo, SP: Martin Claret, 2003. p. 32. (Coleção “A Obra-Prima de Cada Autor”; v. 156)

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