Alpes Literários

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UM PASSEIO PELOS ALPES LITERÁRIOS

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

W. B. Yeats - A Rosa do Mundo

Yeats vai de encontro à ideia de que a beleza passa como um sonho, pois esta também faz interface com grandes enredos da violência humana, tais como os imortalizados nos desenlaces do saque de Troia ou na morte dos filhos de Usna. Por conseguinte, a beleza de sua amada, a atriz e feminista irlandesa Maud Gonne, teria, do mesmo modo, potencial para inspirar voragens de destruição.

O poeta até sugere que os entes imortais, como os arcanjos, persignem-se frente à inalterável beleza de Gonne, pois lhe parece que ela sempre existiu, ao lado de Deus, antes de começar este mundo, mundo esse, aliás, que teria sido concebido, antes de tudo, para que ela o pudesse altaneiramente trilhar.

J.A.R. – H.C.

W. B. Yeats
(1865-1939)

The Rose of the World

Who dreamed that beauty passes like a dream?
For these red lips, with all their mournful pride,
Mournful that no new wonder may betide,
Troy passed away in one high funeral gleam,
And Usna’s children died.

We and the labouring world are passing by:
Amid men’s souls, that waver and give place
Like the pale waters in their wintry race,
Under the passing stars, foam of the sky,
Lives on this lonely face.

Bow down, archangels, in your dim abode:
Before you were, or any hearts to beat,
Weary and kind one lingered by His seat;
He made the world to be a grassy road
Before her wandering feet.

O duplo secreto
(René Magritte: artista belga)

A Rosa do Mundo (1)

Quem sonhou que a beleza passa como um sonho?
Por esses lábios rubros, de orgulho tristonho
Por um assombro novo não acontecer,
Troia passou, alto vislumbre funeral,
E os filhos de Usna vieram a morrer. (2)

Nós e o mundo que lida estamos a passar:
Entre almas de homens, que oscilando dão lugar
Como as pálidas águas na invernal corrida,
Sob estrelas em fuga, espuma celestial.
Esta face sozinha leva a sua vida.

Inclinai-vos, arcanjos, na turva morada:
Antes que fôsseis, ou pulsasse um coração, já antes,
Ela era ao pé do Trono, amável e cansada;
Fez Ele o mundo para ser relvosa a estrada
Ante seus pés errantes.

Notas do Tradutor:

(1). Neste poema, de The Rose (1893), Yeats compara a bem-amada (Maud Gonne) a Helena de Troia e a Deirdre. A mulher – frisa Ellmann, logo se torna a própria beleza ante o trono de Deus, “concepção familiar a Shelley e Spenser, e que deve à teoria cabalística e neoplatônica de que a Shekhinah ou eterno feminino é coevo de Deus”.

(2) “Os filhos de Usna: Naisi, que amava Deirdre, a qual devia casar com o rei Conchubar, e os irmãos do moço, Ardan e Anly. Os três morreram por ela. Deirdre era moça de extrema formosura.

Nota de Alerta:

Péricles Eugênio da Silva Ramos emprega, na introdução e em muitas de suas traduções, referências à obra abaixo, a exemplo da menção contida na Nota 1 supra.

ELLMANN, Richard. The identity of Yeats. 3rd. ed. London, EN: Faber and Faber, 1983.

Quanto aos personagens citados na Nota 2, pertencem à peça “Deirdre of the Sorrows”, do dramaturgo irlandês John Millington Synge.

Referência:

YEATS, W. B. The rose of the world / A rosa do mundo. Tradução de Péricles Eugênio da Silva Ramos. In: __________. Poemas de W. B. Yeats. Tradução, introdução e notas de Péricles Eugênio da Silva Ramos. São Paulo, SP: Art Editora, 1987. Em inglês: p. 52; em português: p. 53.

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Mia Couto - Sementeira

A escrita da poesia é uma semeadura ao final da qual não resulta colheita proveitosa, senão apenas o que não se pode colher – a aridez, talvez, da paisagem desértica, porque as sementes, decerto, caíram em terreno infértil – a se associar o sentido dos versos à metáfora do semeador, contida em (Mateus, 13).

Couto suspeita que o malogro da colheita – ainda que haja recolhido ao poema tudo o quanto sobre a terra existe – decorreu verdadeiramente do fato de que o próprio poeta desconhecia a vida que alhures se manifestava, e em si próprio, mesmo à vista de toda a acuidade verbal de que é detentor.

J.A.R. – H.C.

Mia Couto
(n. 1955)

Sementeira

O poeta
faz agricultura às avessas:
numa única semente
planta a terra inteira.

Com lâmina de enxada
a palavra fere o tempo:
decepa o cordão umbilical
do que pode ser um chão nascente.

No final da lavoura
o poeta não tem conta para fechar:
ele só possui
o que não se pode colher.

Afinal,
não era a palavra que lhe faltava.

Era a vida que ele, nele, desconhecia.

Em: “Tradutor de chuvas” (2011)

O semeador
(Vincent van Gogh: pintor holandês)

Referência:

COUTO, Mia. Sementeira. In: __________. Poemas escolhidos. Seleção do autor. Apresentação de José Castello. 1. ed. São Paulo, SP: Companhia das Letras, 2016. p. 164.

Série “A” 2019 – Fim do 1º Turno – Projeções do Modelo Esotérico-Matemático (MEM)

Findo o primeiro turno do Brasileirão 2019, vão aqui as novas projeções obtidas a partir das métricas do MEM, à luz do ocorrido nas últimas 10 (dez) rodadas, a saber, da 9ª até a 19ª.

Nesse ínterim, despontam os números de gols marcados pelo Flamengo – 27, bem à frente do segundo colocado, o Santos com 18 –, e de gols sofridos pelo Bahia – 5 ao todo –, seguido pelo Corinthians e o Athletico-PR, com 7.

Na parte de baixo da tabela há certa alternância entre os times, embora o Avaí lá se mantenha desde a primeira projeção, seguido pelo Fluminense e a Chapecoense, nas duas mais recentes (15º e 19º rodadas).

Retornaremos ao final da 25ª rodada, quando os números já começam a apresentar maior sedimentação em relação ao que, de fato, vem a ocorrer ao final do campeonato.

J.A.R. – H.C.

Fontes:

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Anna Swir - Leitura de Poesia

Apresento aqui uma versão ao português, por mim levada a efeito a partir da tradução de Czeslaw Milosz e Leonard Nathan, do polonês ao inglês: trata-se de uma criação da poetisa Anna Świrszczyńska, cuja obra é muito pouco difundida por estas plagas.

Nota-se nos versos de Anna uma breve reflexão sobre a dúvida acerca do que representam os objetivos da própria poesia, quase a tangenciar as mesmas reflexões de que cuida a filosofia: “essa monstruosidade chamada vida”, a nos atordoar sobre o real sentido da existência.

Leituras de poesia não são comuns em alguns países. Em outros, entre eles a Polônia, elas atraem uma audiência que não trata a poesia apenas como uma experiência estética. Pelo contrário, de uma forma ou de outra, tais audiências trazem ao evento suas múltiplas perguntas sobre a vida e a morte. Este poema capta bem a ignorância e o desamparo tanto da poetisa quanto de seus ouvintes. (MILOSZ, 1998, p. 259)

J.A.R. – H.C.

Anna Świrszczyńska
(1904-1984)

Poetry Reading

I’m curled into a ball
like a dog
that is cold.

Who will tell me
why I was born,
why this monstrosity
called life.

The telephone rings. I have to give
a poetry reading.

I enter.
A hundred people, a hundred pairs of eyes.
They look, they wait.
I know for what.

I am supposed to tell them
why they were born,
why there is
this monstrosity called life.

Tantos olhos sobre mim
(Autoria Desconhecida)

Leitura de Poesia

Estou enrolada numa bola
como um cão
sentindo frio.

Quem me dirá
por que nasci,
por que essa monstruosidade
chamada vida.

O telefone toca. Tenho que organizar
uma leitura de poesia.

Eu entro.
Cem pessoas, cem pares de olhos.
Eles observam, esperam.
Bem sei por quê.

Presume-se que lhes deveria dizer
por que nasceram,
por que existe
esta monstruosidade chamada vida.

Referência:

SWIR, Anna. Poetry reading. Translated from the Polish by Czeslaw Milosz and Leonard Nathan. In: MILOSZ, Czeslaw (Ed.). A book of luminous things: an international anthology of poetry. 1st. ed. New York, NY: Houghton Mifflin Harcourt, 1998. p. 259.

domingo, 15 de setembro de 2019

Wisława Szymborska - Uma ideia

Uma ideia personalizada tem uma conversa bem-humorada com a poetisa polonesa, fazendo-a crer tratar-se de um belo estímulo à escrita de um poema. Mas Szymborska não se dá por satisfeita e a replica vezes sem conta, até que, por fim, ela se desfaz no espaço, contrafeita.

De fato, o que Szymborska pretende nos alertar é que nem sempre uma suposta inspiração vem a se manifestar, no texto escrito, num poema que faça alguma diferença. Desse modo, o poeta é chamado a repensar e reelaborar as linhas do poema, para que este não caia no mais completo esquecimento.

J.A.R. – H.C.

Wisława Szymborska
(1923-2012)

Pomysł

Przyszedł mi pewien pomysł
na wierszyk? na wiersz?
To dobrze – mówię – zostań, pogadamy.
Musisz mi więcej o sobie powiedzieć.
Na co on szeptem kilka słów na ucho.
Ach, o to chodzi – mówię – to ciekawe.
Od dawna już te sprawy leżą mi na sercu.
Ale żeby wiersz o nich? Nie, na pewno nie.
Na co on szeptem kilka słów na ucho.
Tak ci się tylko zdaje – odpowiadam –
przeceniasz moje siły i zdolności.
Nawet bym nie wiedziała, od czego mam zacząć.
Na co on szeptem kilka słów na ucho.
Mylisz się – mówię – wiersz zwięzły i krótki
o wiele trudniej napisać niż długi.
Nie męcz mnie, nie nalegaj, bo to się nie uda.
Na co on szeptem kilka słów na ucho.
Niech ci będzie, spróbuję, skoro się upierasz.
Ale z góry uprzedzam, co z tego wyniknie.
Napiszę, przedrę i wyrzucę do kosza.
Na co on szeptem kilka słów na ucho.
Masz rację – mówię – są przecież inni poeci.
Niektórzy zrobią to lepiej ode mnie.
Mogę ci podać nazwiska, adresy.
Na co on szeptem kilka słów na ucho.
Tak, naturalnie, będę im zazdrościć.
My sobie zazdrościmy nawet wierszy słabych.
A ten chyba powinien… chyba musi mieć…
Na co on szeptem kilka słów na ucho.
No właśnie, mieć te cechy które wyliczyłeś.
Więc lepiej zmieńmy temat.
Napijesz się kawy?

Na co on westchnął tylko.

I zaczął znikać.

I zniknał.

(“Tutaj”, 2009)

À espera de uma ideia
(Jiri Petr: artista tcheco)

Uma ideia

Me veio uma ideia
para um versinho? para um poema?
Está bem – digo – fique, vamos bater um papo.
Você tem de me contar mais sobre si mesma.
Ao que ela sussurra umas palavras ao meu ouvido.
Ah, então é isso – digo – interessante.
Faz tempo que estas coisas me pesam no peito.
Mas fazer versos sobre elas? Não, nem pensar.
Ao que ela sussurra umas palavras ao meu ouvido.
Isso é só impressão sua – respondo –
você superestima minhas forças e capacidade.
Não saberia nem por onde começar.
Ao que ela sussurra umas palavras ao meu ouvido.
Você se engana – digo – um poema curto e conciso
é muito mais difícil de escrever do que um longo.
Não me canse, não insista, não vai dar.
Ao que ela sussurra umas palavras ao meu ouvido.
Que seja, vou tentar, já que você insiste.
Mas já vou avisando do resultado.
Vou escrever, rasgar e jogar no cesto de lixo.
Ao que ela sussurra umas palavras ao meu ouvido.
Você tem razão – digo – decerto que há outros poetas.
Alguns farão isto melhor que eu.
Posso lhe dar os nomes, endereços.
Ao que ela sussurra umas palavras ao meu ouvido.
É claro que vou ficar com inveja deles.
Invejamos uns aos outros até os poemas medíocres.
E me parece que este precisa... que tem que ter...
Ao que ela sussurra umas palavras ao meu ouvido.
É isso, ter as características que você enumerou.
Portanto, melhor mudar de assunto.
Que tal um café?

Ao que ela apenas soltou um suspiro.

E começou a sumir.

E sumiu.

(“Aqui”, 2009)

Referência:

SZYMBORSKA, Wisława. Pomysł / Uma ideia. Tradução de Regina Przybycien. In: __________. Um amor feliz. Seleção, tradução e prefácio de Regina Przybycien. 1. ed. Edição bilíngue. São Paulo, SP: Companhia das Letras, 2016. Em polonês: p. 270 e 272; em português: p. 271 e 273.

sábado, 14 de setembro de 2019

Pedro Mossri - Construção

No sentido do poema do poeta de Passa-Quatro (MG), há algo que faz lembrar aquele pensamento atribuído ao dramaturgo e também poeta Bertolt Brecht, sobre os homens e mulheres que lutam a vida inteira e se tornam imprescindíveis, mesmo expostos à presumível angústia que os assola todos os dias.

Viver, de fato, é uma construção voltada a aperfeiçoar a obra que aqui deixaremos, tanto quanto a nós mesmos: se assim não for, qual o sentido da vida?! Acabaremos por dar razões aos niilistas, que não veem razões para o fluxo dos dias, que tanto poderá dispô-los assim quanto assado! Como diria Gramsci, “a indiferença é o peso morto da história”.

J.A.R. – H.C.

Pedro Mossri
(1924-2012)

Construção

Estamos sempre construindo
a casa de nosso mundo.
Às vezes, não temos tijolos
porque a esperança de inventá-los
é menos do que o suor necessário.
O barro, porém, brilha sob nossos pés.
É preciso afundar as unhas
no sal que nos corrói
e colocar asas nas sombras
que nos apodrecem.
Hoje
aquela parede velha
poderá cair.
Amanhã
abriremos novas janelas
e as telhas serão risos vermelhos
cobrindo o mundo e o tempo.
O que importa: que os ossos da casa
possam suportar o peso
de nossa angústia.

(Passa-Quatro, MG, 1969)

A Construção do Cavalo de Troia
(Giovanni D. Tiepolo: pintor italiano)

Referência:

MOSSRI, Pedro. Construção. In: BRITO, Heládio; MORAIS, Regis de et al. Oficina: exercícios do ofício da poesia. 2. ed. Campinas, SP: Papirus, 2001. p. 101. (Edição Comemorativa Limitada)

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Henry Taylor - Aula de Equitação

A mente sempre no controle das ações e, caso percebamos que algo está para dar errado, livremo-nos da situação o quanto antes! Essa é a mensagem do poema de hoje: uma metáfora sobre lições a serem aprendidas e o gerenciamento de nossas próprias vidas.

Jamais esperemos que terceiros nos arremessem ao outro lado do planeta, se não estivermos dispostos a tanto: é preciso manter os “pés no riacho” para poder ver o sol sempre a nortear a estrada que pretendemos trilhar. Contudo, se a força de vontade for débil, seja qual for o caminho, há de se mostrar válido: pode-se montar uma potra nervosa e esperar que ela nos lance para qualquer lado e a qualquer distância!

J.A.R. – H.C.

Henry Taylor
(n. 1942)

Riding Lesson

I learned two things
from an early riding teacher.
He held a nervous filly
in one hand and gestured
with the other, saying “Listen.
Keep one leg on one side,
the other leg on the other side,
and your mind in the middle.”

He turned and mounted.
She took two steps, then left
the ground, I thought for good.
But she came down hard, humped
her back, swallowed her neck,
and threw her rider as you’d
throw a rock. He rose, brushed
his pants and caught his breath,
and said, “See that’s the way
to do it. When you see
they're gonna throw you, get off.”

A Aula de Equitação
(Eugène Delacroix: pintor francês)

Aula de Equitação

Aprendi duas coisas
com um primeiro professor de equitação.
Segurava ele uma potra nervosa
em uma mão e gesticulava
com a outra, dizendo: “Ouça.
Mantenha uma perna num lado,
a outra perna no outro lado,
e sua mente no meio.”

Ele se virou e a montou.
Ela deu dois passos, então deixou
o chão, pensei que para sempre.
Porém ela arriou com força, arqueou
suas costas, retraiu o pescoço
e arremessou o cavaleiro tal como você
o faria com uma pedra.
Ele se levantou, espanou
as calças, recuperou o fôlego
e me disse, “Veja que tal é a maneira
de se proceder. Quando você vir
que vão lhe arremessar, livre-se depressa.”

Referência:

TAYLOR, John. Riding lesson. In: KEILLOR, Garrison (Selector and Introducer). Good poems. New York, NY: Penguin Books, 2003. p. 239.

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Rina Schani - Poema

Da autoria de uma poetisa israelense com ancestrais lituanos, cuja biografia é um rio inteiro sobremodo polêmico, o poema de hoje reverbera a sua máxima aposta em sentidos reversos na primeira e na última linhas: o direito que temos de lembrar (ou de esquecer) é igual (ou se assemelha) ao direito de esquecer (ou de lembrar).

O passado pode nos fazer rememorar tanto as coisas boas quanto as más: por que haveríamos de ficar remoendo tristezas ou insucessos já conjugados em formas pretéritas? Tornemo-nos equilibrados emocionalmente, ainda que à vista de um sem número de coisas opostas que se manifestam na realidade, elas mesmas derivadas das muitas exteriorizações do Tao.

J.A.R. – H.C.

Rina Schani
(1937-1983)

Poema

Teu direito de esquecer igual ao teu direito de lembrar.
Se não podes passar por cima, ou abrir
A mão feito uma asa, ou devolver
A violência dos anjos singulares,
Teu direito de enterrar igual ao teu direito de queimar.

Alguém pode injuriar, vituperar
Contra ti, verter cólera celeste de uma sulfúrea boca.
Mas teu direito de partir igual ao teu direito de ficar,
De cantar ou de estar quieta,
De ser pássaro ou água ou pedras.

A ti é dado escapulir: teu é o mundo
E a linda praça, com seus repuxos de sol, há de esperar.
Atrela teu carro às mais selvagens horas ou
À calma exausta. Reúne tuas forças no teu eu.
Teu direito de lembrar igual ao teu direito de esquecer.

Jamais esqueça de lembrar
(Adrian Doyle: pintor australiano)

Referência:

SCHANI, Rina. Poema. Tradução de J. Guinsburg e Zulmira Ribeiro Tavares. In: GUINSBURG, J.; TAVARES, Zulmira Ribeiro (Orgs.). Quatro mil anos de poesia. Desenhos de Paulina Rabinovich. São Paulo, SP: Perspectiva, 1960. p. 469. (Coleção “Judaica”; v. 12)