Alpes Literários

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UM PASSEIO PELOS ALPES LITERÁRIOS

sábado, 28 de agosto de 2010

Brasileirão 2010 - Projeções Para o Fim Depois da 15ª Rodada

Finda a 15ª Rodada do Campeonato Brasileiro de Futebol, considerando ainda o fato de que Santos e Internacional têm um jogo a menos entre si, a projeção neste momento para o fim, depois de suas 38 rodadas, pela métrica de meu Modelo Esotérico-Matemático, é a seguinte:


Quanto à tendência a subir na tabela, os resultados mudam bastante, considerando os pressupostos do modelo: ter melhor defesa é mais determinante para um time ser campeão que ter um grande ataque, muito embora quem quiser o título não possa prescindir deste último. O terceiro item levado em consideração é a qualidade do passe, mensurado pela grandeza "quantidade de passes errados".


Ademais, recolhi neste momento (28/8/2010, 21 h), a projeção apresentada por três "sites" que calculam probabilidades, ou melhor, as chances de cada time ser campeão: dos Estatísticos da UFMG, do Chance de Gol e do Infobola (veja os endereços mais abaixo). Com os dados deles, elaborei a seguinte tabela, em que a notação P.R. significa a posição real em que o time ora se encontra:


Fontes:
Estatísticos da UFMG:
http://www.mat.ufmg.br/futebol/br_serie_a.html

(J.A.R. / H.C.)

domingo, 22 de agosto de 2010

Reinterpretando os "Beatles"

Nada melhor do que ver as novas roupagens que, vez por outra, aparecem trazendo clássicos da guitarra: eis aqui "While My Guitar Gently Weeps", criação de George Harrison, em interpretação de Toto, com letra e tudo mais para você acompanhar cantando (no banheiro) ! (rs).



(J.A.R./H.C.)

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Maiakóvski Revisitado

A cada vez que escuto a soberba interpretação de Gal Costa, para a música "O Amor", de Caetano Veloso, volta-me a certeza de que a literatura e a música podem ser uma redenção aos padrões estéticos mais apurados, num mundo artisticamente tão decadente e cada vez mais distante dos valores genuinamente humanos, como o de hoje.


A adaptação de Caetano e Ney Costa Santos, para passagens de um longo poema futurista, do russo Vladimir Maiakóvski - o denominado "poeta de la revolución" -, tem o condão de resgatar a poesia tão presente, e não menos esquecida, em nossas experiências.

... E não no longínquo século XXX, a que se reporta o autor, mas ainda neste nosso século, de promessas "revolucionárias" na ciência, bem ao gosto das interpretações dialéticas do mundo.

Para quem aprecia literatura, sugiro a leitura do livro "Poesia Russa Moderna", com tradução dos irmãos Haroldo e Augusto de Campos e revisão de Boris Schnaiderman: uma obra-prima que apresenta poesias de vários poetas russos influentes, a maioria das quais redigida ao longo do conturbado século XX.


O AMOR
_________________

Talvez, quem sabe, um dia
Por uma alameda do zoológico ela também chegará
Ela que também amava os animais
Entrará sorridente assim como está
Na foto sobre a mesa

Ela é tão bonita
Ela tão bonita que na certa
Eles a ressuscitarão

O século trinta vencerá
O coração destroçado já
Pelas mesquinharias

Agora vamos alcançar
Tudo o que não podemos amar na vida
Com o estelar das noites inumeráveis

Ressuscita-me ainda que mais não seja
Porque sou poeta
E ansiava ao futuro

Ressuscita-me lutando contra as misérias do cotidiano
Ressuscita-me por isso

Ressuscita-me quero acabar de viver o que me cabe, minha vida
Para que não mais existam
Amores servis

Ressuscita-me pra que ninguém mais tenha
De sacrificar-se por uma casa, um buraco

Ressuscita-me para que a partir de hoje
A família se transforme
E o pai seja pelo menos o universo
E a mãe seja no mínimo a Terra
A Terra
A Terra

٩(-̮̮̃-̃)۶

J.A.R./H.C.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Mediações Hedonistas - Parsons e Poe - Muito Prazer em Conhecê-los !

Quando, ainda em 1975, Alan Parsons lançou o compacto de abertura de seu projeto para divulgação do "rock progressivo" - o denominado Alan Parsons Project -, jamais imaginaria que poderia criar um disco à altura da fama que lhe sobreveio por haver também produzido uma das mais inesquecíveis obras do grupo Pink Floyd, qual seja, The Dark Side of the Moon.

Referimo-nos a Tales of Mystery and Imagination, com letras e músicas livremente concebidas à luz dos contos de horror e de suspense de Allan Poe, que se mantém como um meritório contributo à memória do autor americano.

Percebe-se, já na própria apresentação da faixa inicial A Dream a Within a Dream, a pretensão de transformar em música certas "fantasias delicadas" que, por não constituírem pensamentos, são irredutíveis aos signos linguísticos, como se fossem, mesmo num plano de realidade, um sonho imbricado em outro sonho.



Outras duas faixas fazem referência direta a dois dos mais famosos contos de Poe - The Raven (O Corvo) e The Cash of Amontillado (O Barril de Amontilado) -, estando muito bem adaptadas às letras imaginosas, como a provar que literatura e música podem muito bem combinar-se para aumentar a estatura do prazer usufruível, por intermédio do incremento gestáltico de nossas experiências sinestésicas, experiências essas que, de outro modo, permaneceriam "estanques" ao que pudéssemos extrair, de cada vez, aos nossos "olhos ou ouvidos atentos".

Pena mesmo é que os sentidos do olfato e do paladar não tenham se juntado mais prontamente ao acervo cada vez mais sincrético das artes, ainda que, marginalmente, aqui ou ali, apareçam obras que os combinem maravilhosamente bem, para colocá-los em evidência.

A conjugar visão e audição, para produzir estímulos gustativos poderosos, mencionaria o filme A Festa de Babette, de Gabriel Axel (1987). Quanto ao impacto - positivo ou negativo - do olfato, quem poderia se esquecer de O Perfume, de Tom Tykwer (2006), com roteiro adaptado ao livro homônimo do escritor alemão Patrick Süskind, publicado em 1985 ?!

(JAR/HC)

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Stanley Kubrick - De Olhos Bem Fechados

Outro filme a que assisti, no breve interregno que marcou o recesso do final de 2009, foi "De Olhos Bem Fechados" (Eyes Wide Shut, 1999), o último longa de Stanley Kubrick.

Trata-se de uma adaptação livre do romance "Breve Romance de Sonho" (Die Traumnovelle, 1926), do escritor austríaco Arthur Schnitzler, a quem Sigmund Freud denomina como sendo o seu "duplo", tanto é o paralelo entre ambos na busca de compreender - ou seria explicar ? - o inconsciente e as profundezas da alma humana.

A trama, centrada no relacionamento de um casal em crise - embora bem aquinhoado, seja pelos atributos físicos seja pelos dotes materiais, afinal, os atores são nada menos que Tom Cruise e Nicole Kidman -, transita por desejos e apelos sensuais reprimidos ou mal-resolvidos, misteriosas bacanais e vaticínios mortais.

A firme direção de Kubrick permitiu um alongamento algo desproporcional do roteiro frente ao próprio texto em que se inspirou, afirme-se, mais próximo da novela que do romance, no sentido lato do termo. Mas nada que deixe o espectador transido pelo tédio, pois a linguagem cinematográfica, apesar de suas limitações, fomenta, com mais propriedade, o voluptuoso despertar dos sentidos, tanto maior quando derivado de pulsões sexuais explicitamente filtradas pelo enredo.

Sob o "pecado" da pornografia, a história do autor austríaco foi por demais censurada na Viena ainda puritana da primeira metade do Século XX. Quanto à adaptação de Kubrick, a despeito das imagens impactantes, certamente não há escândalos que a película possa provocar em nossa sociedade sem contenções morais, sendo apenas mais uma no conjunto da obra do autor americano, permeada de polêmicas e controvérsias, pelo que bastam as menções de "A Laranja Mecânica" e de "Lolita", dois outros filmes também adaptados de renomados romances.

Ler os livros a que me referi ou ver os filmes de Kubrick são ganhos imperdíveis.

(JAR/HC)

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Torcidas dos Principais Clubes Nacionais

O Datafolha divulgou, recentemente, o resultado de mais uma pesquisa sobre as preferências clubísticas dos torcedores pátrios. A princípio, cumpre informar que o resultado está atrelado ao universo de torcedores com dezesseis (16) anos ou mais - como se não houve fãs do futebol com idade menor a essa ! -, atribuindo-se margem de erro, em relação aos números assim obtidos, de apenas 2%.

Foram entrevistados 11.258 torcedores na mencionada faixa etária, entre os dias 14 e 18/12/09, acarretando a obtenção dos seguintes percentuais, por renda e por nível de instrução:





Sublinhe-se, de início, que os números sob a cor azul foram obtidos a partir do total de torcedores entrevistados, classificados em cada faixa de renda ou grau de instrução, conforme se pode consultar no endereço eletrônico do próprio Datafolha, indicado ao final desta postagem.

Verifica-se, no que tange à distribuição associada à renda familiar, que os resultados alcançados, de certa forma, refletem a concentração de renda no seio da própria sociedada brasileira. Números do último PNAD (2008) evidenciam que 59,7% da população do país encontra-se na classe "E", vale dizer, exatamente aquela que aufere renda de até dois (2) salários mínimos. Eis a razão pela qual o Brasil apresenta um dos piores coeficientes de Gini do mundo - 0,544 (valor de 2008, divulgado em 2009) -, sendo que o valor 1,0 representaria concentração absoluta de renda.

De todo modo, o que se revela pelas tabelas acima ratifica o que foi amplamente noticiado pelo "Estadão" (vide endereço eletrônico nas referências), segundo o qual a torcida do Flamengo pertenceria, majoritariamente às classes de renda "D" e "E", à luz de pesquisa empreendida pela firma Crowe Horwath RCS. Com efeito, 45% da torcida rubronegra detém renda de até dois salários mínimos - e nenhum outro clube brasileiro de expressão possui, individualmente, percentual maior. No quesito "nível de instrução", o percentual não é menos expressivo, ou seja, 44% com escolaridade fundamental - embora haja quem o possua maior -, no caso o Internacional (51%) e o Vasco da Gama (45%).

Os números falam por si mesmos, o que não significa que não sejam passíveis de rearranjos, especulações  ou críticas, haja vista que percentuais obtidos por alguns clubes ficam integralmente cobertos pela própria margem de erro da pesquisa, do que decorre ser contraproducente quaisquer inferências mais contundentes.

Outras conclusões que podem ser extraídas da pesquisa do Datafolha:
(i) o Flamengo é o time com maior torcida no universo pesquisado (19%), seguido pelo Corinthians (13%);
(ii) nas regiões Sudeste e Sul, entretanto, o Corinthians tem maior preferência que o clube carioca (19% a 15% no Sudeste; 10% a 7% no Sul);
(iii) Flamengo e Corinthians têm universo de fãs quase nulo em Porto Alegre (RS), onde Internacional (43%) e Grêmio (47%) dominam, seguidos pelos entrevistados que responderam não possuir atração por clube algum (8%);
(iv) Belo Horizonte é outra cidade em que a influência dos times de São Paulo e do Rio de Janeiro mostra-se menos acentuada, pois Cruzeiro (43%), Atlético-MG (30%) ou nenhum clube (19%) configuram a maioria das menções entre os pesquisados; e
(v) clubes paulistas têm baixa preferência na cidade do Rio de Janeiro e vice-versa, como era de se esperar.

(JAR/HC)

Referências:

Datafolha:
http://datafolha.folha.uol.com.br/po/tabelas.php?Tab_relatorio=936

Estadão:
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091227/not_imp487321,0.php

O Globo:
http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Times/Flamengo/0,,MUL1434675-9865,00-TORCIDAS+FLA+LIDERA+TAMBEM+RANKING+DE+ESCOLARIDADE+E+RENDA+FAMILIAR.html

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Filme: Amantes ("Two Lovers" - EUA - 2008)

Ao assistir o filme "Amantes" de James Gray, ao final de 2009, fiquei com a sensação de haver presenciado reprises de alguns pontos já desenvolvidos por outros diretores, seja no melhor seja no pior do que se poderia reproduzir em termos cinematográficos.



A historinha de personagens que sofreram um trauma juvenil ou baque amoroso, sentimental ou de outra ordem é tão recorrente no cinema americano que o flerte destes com a morte, via tentativa de suicídio, já não causa qualquer sensação de espasmo no espectador mais experiente. Relembre-se, por exemplo, o papel interpretado por Timothy Hutton em "Gente como a Gente", filme ganhador do Oscar em 1981, dirigido por Robert Redford, a partir de roteiro adaptado ao livro "Ordinary People", de Judith Guest. Poder-se-ia, nesse caso, parodiar a chamada constante no cartaz de "Amantes": o melhor drama americano do ano ...



As alternâncias afetivas de Leonard (Joaquin Phoenix), ora com Michelle Rausch (Gwyneth Paltrow) ora com Sandra Cohen (Vinessa Shaw), tem tantas reviravoltas quantas as necessárias para levar o filme ao decurso de tempo requerido para fazer crer a quem o assiste de que Leonard terminará com Michelle. Mas não: terminará mesmo é com Sandra. Resenhando: duas mulheres em disputa por um homem indefinido e problemático, espécie eloquente de herói picaresco menor !

Paralelos ? Preferível a adaptação primorosa de Luchino Visconti para "Noites Brancas", do texto homônimo de Dostoiévski, com inversão no diferencial em disputa: dois homens - um dos quais nada menos que Marcelo Mastroianni - por uma mesma dama. E Mastroianni não levará a melhor, como se poderia supor a princípio.



Por conseguinte, não consegui inferir as razões pelas quais os críticos têm cotado a película em questão com quatro estrelas. Somente eles poderão dizê-lo ! Quanto a mim, no estoque considerável de filmes presenciados, apenas mais um !

(JAR/HC)

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

O Flâneur - Um Passeio pelos Paradoxos de Paris (Edmund White)

WHITE, Edmund. O Flâneur: Um passeio pelos Paradoxos de Paris. Tradução de Reinaldo Moraes. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.



Talvez, falar de Paris, hoje, já seja meio redundante, ainda que muitas sejam as belezas da capital francesa. Mas nunca é demais procurar enxergar o mundo sob ópticas inusitadas, como se buscássemos elucidar a quadratura do círculo.

Com o conhecimento de quem "flanou" bastante por Paris, uma vez que lá viveu por mais de uma década, White perscruta o universo às margens do Sena, fazendo sobressair em sua prosa um perfil meio "outside" da cidade, como o atrelado à cultura "gay", da qual não se escusa em dizer que toma parte.

Como o aclamado autor de "Um Jovem Americano" e do mais recente "O Homem Casado" - a descrever, neste último, as agruras de um relacionamento homossexual que resulta em contaminação virótica pela Aids e, por via de consequência, na morte nada venturosa de um dos amantes, no distante Marrocos -, não se poderá duvidar da capacidade de o autor americano descrever com fidedignidade desde o histórico por vezes bizarro de suas figuras históricas, de reis a artistas, como Luís XIV e Colette, até a influência cultural da cidade que, em meados da primeira metade do século XX, encontrava-se em seu esplendor, persistindo, desde então, no ideário da humanidade ou, como se diz mais hodiernamente, em nosso inconsciente coletivo.

Obviamente que o livro se presta a uma viagem introdutória pelos renomados recantos do universo parisiense. Por isso, o próprio White não ousa subtrair as necessárias referências ao leitor, quando, ao final de seu opúsculo, menciona obras que são mais contundentes e definitivas em sua pretensão de bem retratar o paraíso idílico parisiense.

Refiro-me, por exemplo, "À Procura dos Tempos Perdidos", de Marcel Proust, trabalho que, em seus sete volumes, contempla todo o universo das mediações gaulesas, constando, por isso mesmo, entre as cem obras referenciais da literatura universal, em seleção de renomados autores em Oslo, a capital do Prêmio Nobel.

(JAR/HC)

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Último Dia de Trabalho em 2009

Hoje é meu último dia de trabalho em 2009. E como dificilmente terei tempo para acessar a internet até o começo do próximo ano, deixo aqui o meu abraço fraterno para todo(a)s o(a)s internautas que navegaram por este blog.

Desejo um grande Natal para todo(a)s e um Ano Novo que seja merecedor do termo "Novo", no sentido de que "renovemos a face da terra". Obviamente, para melhor, pois sou da turma do bem !

Retorno ao batente no dia 7/1/2010.


Noções
(Cecília Meireles)

Entre mim e mim, há vastidões bastantes para a navegação dos meus desejos afligidos.

Descem pela água minhas naves revestidas de espelhos.

Cada lâmina arrisca um olhar, e investiga o elemento que a atinge.

Mas, nesta aventura do sonho exposto à correnteza, só recolho o gosto infinito das respostas que não se encontram.

Virei-me sobre a minha própria existência, e contemplei-a.

Minha virtude era esta errância por mares contraditórios, e este abandono para além da felicidade e da beleza.

Ó meu Deus, isto é a minha alma: qualquer coisa que flutua sobre este corpo efêmero e precário, como o vento largo do oceano sobre a areia passiva e inúmera ...

>>ooo-ooo<<

Deixo aqui um "link" que apresenta passagens de um terno filme de Frank Capra, a contemplar a magia do Natal: It's A Wonderful Life (A Felicidade Não se Compra), de 1946. Nenhum outro filme marcou minha juventude de modo mais indelével e inesquecível ...


(JAR/HC)

sábado, 12 de dezembro de 2009

Ranking CBF do Futebol Nacional 2009

A CBF acabou de veicular, em seu "site", o ranking do futebol brasileiro ao final de 2009, o qual, como já dissemos na postagem imediatamente anterior, agrega pontuações da Copa do Brasil e do Campeonato Brasileiro, segundo os critérios ali declinados. O rol com os 20 (vinte) primeiros colocados é o seguinte:


Segregando-se os dados acima, pela composição de cada uma das competições mencionadas, tem-se:



Nota-se, de plano, que, para subir em tal ranking, é preferível você participar da Copa do Brasil que da Libertadores, tendo em conta que esta última não conta para ele. Mas como a presença em ambos os eventos diz respeito a possibilidades mutuamente excludentes, deixará de ganhar pontos quem tão-somente disputar o mais importante torneio sul-americano.

Conclusão: o ranking da CBF é tão absurdo, que obviamente não pode ser levado a sério. Vejam também por onde anda o Cruzeiro, tetracampeão da Copa do Brasil, no quadro acima. Afora outras "bolas fora", além das já apresentadas por este comentador na postagem anterior !

Por exemplo: você concorda, leitor, que o São Paulo, campeão brasileiro em 2006, e fora da disputa pela Copa do Brasil daquele ano por encontrar-se na Libertadores, tenha agregado 60 pontos ao supramencionado ranking da CBF, e o Vasco da Gama, vice-campeão da Copa do Brasil e 6º lugar no Brasileiro naquele mesmo ano, haja agregado 75 (20 + 55) pontos ?!

Sinceramente, nem a mais sã racionalidade matemática, nem o mais "apurado" espírito esotérico (rs) poderão me convencer de tamanha sandice!

Daí porque a coisa menos errada seria apresentar os rankings dos dois certames separadamente, como os dispomos aqui. O leitor-torcedor que conclua por si!

(JAR/HC)